"Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias."
Jo 1,27b (3 Advento-Ano B)
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Para refletir

Eu e a Bíblia

Eu me lembro do dia em que fomos apresentados. Eu até já tinha ouvido falar de você, mas não a conhecia! Ao lhe pegar nas mãos e folhear suas páginas, confesso que me senti perdido! Então, quando no seu prefácio em uma edição da AVE MARIA, encontrei um resumo da história dos hebreus, você começou a me explicar que em você está a narrativa da ação de Deus, de forma minuciosa, rica em detalhes, de modo que me senti atraído para me aprofundar em todos os seus ensinamentos e, hoje, eu consigo ver a graça que é ter acesso a você; pois quanto mais eu tenho contato com você, mais tenho certeza de que você é a Palavra de Deus.

Você me ensinou que tudo começou há pouco menos de quatro mil anos (e o que são quatro mil anos diante da eternidade de Deus?), quando grandes povos viviam às margens do Mediterrâneo, na Ásia e na África. Nessa época, só havia duas grandes potencias: a Caldeia e o Egito. E foi entre esses dois grandes reinos, onde se encontravam pequenos países - como a Síria e Canaã - com diversas tribos que viviam da cultura e dos produtos de seus rebanhos - entre ao quais se achavam o hebreus, os quais provinham do patriarca Abraão - que começa a ser contada a História da Salvação. Você me ensinou que esse homem foi chamado de Pai da Fé e que foi ele que deu origem a todo o povo do qual, na posterioridade, haveria de nascer o meu Senhor Jesus Cristo.

Com a vida de Abraão e de seus descendentes, você começa a narrar os relatos da ação de Deus no nosso meio, o que foi fielmente conservado por você. Aprendi, então, que é no seio do povo hebreu que está a nossa origem.

Descobri que a história da manifestação de Deus no mundo se confunde com a própria história da humanidade graças aos seus registros. Você é uma testemunha fidedigna da história do homem e logo percebi que, conhecer você é conhecer de onde viemos, onde estamos e aonde poderemos chegar!

Mesmo que você não tivesse sido inspirada por Deus já mereceria atenção e interesse de nossa parte por sua incrível fonte da história da humanidade; porém, sendo divina na sua escrita, resistiu ao tempo e à indiferença de homens como eu. Deus lhe inspirou para que, olhando a história dos nossos antepassados na fé, possamos nos inspirar, fortificar a nossa fé e acima de tudo, CONHECÊ-LO!

Através dos seus livros, descobri que somente nascendo de novo, através do Espírito Santo, sou capaz de entender a linguagem de Deus que está escrita em você. Eu me sinto tão maravilhado em entender o seu propósito, que não me conformo com o fato de que outros não a conheçam. Tenho me esforçado para levar você aos outros através da pregação, na Internet (palavradejesus.blogspot.com), na minha família, para meus amigos, enfim, a tudo e a todos!

Você, na generosidade dos seus 73 livros - cujos títulos lembram, por vezes, o nome de seus autores, outras vezes o nome de seus destinatários ou ainda os assuntos que neles são tratados -, é uma obra de numerosos autores, nos seus dois testamentos.

Entre tantas coisas que aprendi com você, uma em especial gostaria de deixar registrado para todos que os que estão lendo este texto agora: aquele versículo que Deus colocou no centro dos seus livros, aquele de onde contamos um determinado número de versículos antes e encontramos o mesmo número de versículos depois. Trata-se do versículo 8 do Salmo 117, onde nos diz que: “Mais vale procurar refúgio no Senhor do que confiar no homem”.

Que todos percebam que setembro é o mês dedicado a você, mas que a nossa necessidade de você dura a vida toda!

Márcio Vieira (adaptado)

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