"Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora."
Mt 25,13 (32 TC-Ano A)
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História

01 APRESENTAÇÃO

Soldado do exército romano, Sebastião era também divulgador de sua fé cristã, o que fez com que fosse denunciado, preso e condenado à morte pelo Imperador Diocleciano. Sepultado em vala comum, passou a ser cultuado como santo por volta do século IV, atingindo o auge na Baixa Idade Média, por volta dos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica Romana quanto na Igreja Ortodoxa. Em seu nome foram edificados templos religiosos pelo mundo todo, inclusive no Brasil, no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Jahu. Aqui, a Paróquia de São Sebastião possuiu vários templos, construídos e reconstruídos no mesmo local, de acordo com o aumento do número de fiéis, o que demonstra sua importância e atuação na vida do município.

Cento e trinta anos de história podem ser resumidos em duas palavras: união e fé. Ninguém imaginou que uma simples capela tomaria dimensões tão maiores ao longo dos anos. Mas acreditaram que poderiam fazê-la melhor.

A vida da Igreja São Sebastião de Jahu foi gerada no sangue derramado pelo mártir que dá nome ao templo. Foi concebida no esforço de sacerdotes que pensavam na comodidade física e espiritual dos fiéis, que, por sua vez, contribuíram sem hesitar.

Cada templo erguido foi resultado de campanhas, doações, trabalho e orações. Um padre dirigindo um jipe com animais doados por fiéis, ou ainda, senhoras da elite jauense cozinhando para quermesses podem ser considerados atos arrojados.

Mais arrojado ainda é construir um templo que rompe com a arquitetura tradicional, no intuito de estabelecer um elo entre fiéis e presidente da celebração, a despeito das críticas recebidas.

Ampla e moderna, a Igreja de São Sebastião de Jahu oferece conforto físico e também espiritual, através de seus movimentos paroquiais, que, ao longo dos anos, vêm crescendo e fazendo parte da realidade de cada fiel.

Igreja São Sebastião de Jahu, símbolo de união e fé.

 

02 SÍNTESE

A Igreja de São Sebastião está localizada no centro de Jahu, próximo ao Hospital Amaral Carvalho, e seu prédio de formas arquitetônicas pouco convencionais é um dos pontos turísticos do município. Em estilo romano-litúrgico, foi a segunda igreja construída na cidade, oferecendo conforto físico e espiritual aos fiéis, através de seus movimentos paroquiais, que vêm crescendo. Ao longo dos anos, também tem aumentado o número de paroquianos, o que demonstra sua importância e atuação na história do município. Cento e trinta anos de história podem ser resumidos em duas palavras: união e fé.

A Paróquia de São Sebastião foi fundada em 11 de novembro de 1935, tendo sido desmembrada da Matriz Nossa Senhora do Patrocínio, única paróquia até então.

O primeiro Pároco foi o padre Renato Ferreira de Camargo de Azevedo.

De 1941 a 1946, os Cônegos Premonstratenses cuidaram da paróquia.

Em 22 de setembro de 1946, a paróquia foi entregue aos padres da Consolata.

Em 1967, a paróquia volta aos cuidados dos padres diocesanos.

Em 1975, a paróquia volta aos cuidados dos Cônegos Premonstratenses.

Com relação ao atual prédio da Igreja:

  • Aprovação do projeto: 14/01/1954
  • Lançamento da Pedra Fundamental: 11/04/1954
  • Inauguração: 26/01/1964
  • Capacidade: 1.000 pessoas

Comunidades Paroquiais:

  • São Francisco de Assis (Jardim Jorge Atalla)
  • Nossa Senhora do Rosário, Asilo São Lourenço e Hospital Amaral Carvalho

O Colégio São Norberto é a residência oficial dos Cônegos Premonstratenses, que atualmente é a Abadia de São Norberto. Como o Colégio fica dentro do território da São Sebastião, em 1975, o bispo diocesano achou por bem entregar a administração da paróquia a esses cônegos.

 

03 PRIMEIROS TEMPOS

O primeiro templo possuía uma estrutura bem simples. Foi construído em 1883, por iniciativa do Padre José Firmino dos Santos, vigário da época, que, mais tarde, quis aumentar o templo. É que o número de fiéis crescera, não apenas devido ao desenvolvimento da comunidade, mas também pela distância da região até a Matriz Nossa Senhora do Patrocínio. Uma comissão organizadora foi, então, criada e, em dezembro de 1935, deu-se a instalação da nova paróquia, por decreto de Dom Gastão Liberal Pinto, bispo titular e coadjutor da Diocese de São Carlos. Junto a isso, realizou-se a posse do primeiro pároco, Padre Renato Ferreira de Camargo Azevedo, nomeado pelo mesmo bispo, em 29 de novembro de 1934.

Com o passar do tempo, após várias reformas de manutenção, o aumento de fiéis exigiu uma remodelação singular da igreja. Durante as festividades do padroeiro, em 1946, sempre realizadas no mês de janeiro, um leilão de gado foi idealizado para a construção de uma nova Matriz, que pudesse melhorar a capacidade e a comodidade para os atos de culto próprios de uma paróquia de grande movimento.

 

04 O PROJETO POLÊMICO

As obras tiveram início somente no ano de 1954, com a bênção da Pedra Fundamental da nova Matriz no dia 11 de abril.

Porém, a localidade e o modo como foi projetada sua construção suscitaram críticas e causaram indignação em alguns, a ponto de se eleger uma diretoria para supervisionar as obras.

Dado o início das obras, a despeito das reprovações e contando com a ajuda dos fiéis através de donativos, festas, leilões, aos poucos, erguia-se uma igreja ampla, moderna, que rompia com a tradição arquitetônica em construção de templos sagrados.

Adônis Maitino, engenheiro da obra, relata que viu como um desafio aceitar a proposta feita pela Irmandade da Igreja. A primeira coisa em que pensou foi na finalidade de sua obra: uma Igreja Católica. Antes de passar para o papel, criava na mente. Para a disposição do altar, lembrou-se de um afresco visto em Milão, o d’A Santa Ceia, de Leonardo da Vinci, que extasiava a multidão. Nele, Cristo ocupava o centro da mesa e Seus apóstolos O ladeavam. Daí, pensou: “Se a primeira missa se deu com Cristo no centro, por que as outras também não?”

“A estrutura da Igreja seria circular. Mas, como o círculo para o engenheiro representava uma figura monótona, desprovida de pensamentos mais profundos, surgiu-me a ideia de fazê-la octogonal. Fiz um esquema com Germano Fachini, professor de desenho, para apresentar ao bispo. Pensativo, imaginava se este aceitaria. Eu estava decidido a não fazer outro projeto se ele não aceitasse. Num curto prazo de tempo, recebi a notícia de que o bispo Dom Ruy Serra viria à minha casa juntamente com seu irmão, o Monsenhor Serra, para estudarem o projeto. Chegado o dia da visita, o bispo analisava sem dizer nada. Depois de um longo silêncio, muito satisfeito, o bispo exclama que era uma maravilha o projeto. Aprovaria com uma condição: que eu projetasse uma miniatura da obra para que fosse construída na Chácara dos padres”. (Relato cedido por Adônis Maitino, engenheiro, em abril de 2007.)

Ele ainda conta que, em todas as missas a que ia, via sempre as pessoas de costas, contrariando aquela imagem da Santa Ceia. Lembra também um livro que diz que os católicos devem conversar, formando um elo e não somente sentar e esperar.

De acordo com o projeto, permitiu-se que fosse construída uma cúpula e, depois, a abóbada, esta com a intenção de fazer os fiéis olharem para cima, olharem para Deus.

A posição central do altar, além de permitir uma harmonia entre fiéis e o presidente da celebração, colaborava com o momento da Comunhão: em igrejas de estrutura tradicional, somente o padre distribuía as hóstias, formando filas intermináveis.

No projeto oficial, a cada lado das escadarias, haveria uma fonte. O batistério seria fora da Igreja, lembrando que é através do batismo que o fiel entra ao templo. Embaixo do prédio, haveria um mortuário. Por motivos econômicos, a morada do pároco seria lá. A casa possuiria um elevador ligando-a ao altar. No altar, haveria um mecanismo giratório, em que o celebrante pudesse olhar os fiéis.

Inicialmente, havia também a intenção por parte do engenheiro de fazer da Igreja um ponto turístico; tanto que, na construção, há uma escadaria que leva à torre lateral. Na altura do telhado, uma passarela, onde há um corredor que percorre a igreja.

Contudo, é importante salientar que o foco de sua obra era unir o presidente da celebração aos fiéis da paróquia.

Assim, no dia 26 de janeiro de 1964, a Matriz de São Sebastião foi consagrada pelo Bispo Diocesano, Dom Ruy Serra. Em meio aos festejos, alguns nomes foram homenageados, como Padre Octavio Ocelli, o iniciador; Padre Spirito Sevega, antigo vigário que, de tanto se preocupar com a obra, perdeu forças e pediu substituição; Padre Felipe Sierra; Padre Joaquim Quessada, que imprimiu nova orientação, novos planos e novo ritmo de operosidade; e o engenheiro Adonis Maitino, que soube aliar a engenharia à arte sacra.

          

 

05 PRESERVAÇÃO E ADAPTAÇÃO

O prédio esteve, desde então, em pleno desenvolvimento, passando por várias reformas de manutenção e preservação, recebendo algumas modificações internas, como a retirada do mezanino, a troca do piso do presbitério, a colocação de vitrais decorativos modernos, pinturas e o revestimento de madeira decorativa nas paredes internas e colunas de sustentação da cúpula, em estilo românico.

Algo trágico, porém, aconteceu no final da década de 90: numa madrugada, o teto da igreja caiu, causando um grande estrago na parte interna. É necessária uma nova reforma e a comunidade se mobiliza para levantá-la novamente.

Depois disso, no ano de 2006, uma nova reforma foi realizada, a qual deixou a igreja com sua atual aparência.

No dia 16 de junho de 2012, após passar por uma revitalização, a praça em frente à Igreja São Sebastião foi reinaugurada como Praça dos Abades Dom Sérgio Henrique Van Der Heÿden e Josef Maria Wilem Hartmann (Bonifácio), numa homenagem a dois de seus párocos que foram, também, superiores na Abadia de São Norberto.

Finalmente, no dia 03 de outubro de 2014, foi inaugurada da Gruta de São Sebastião, construída sob a rampa do acesso principal à igreja.

          

 

06 AS COMUNIDADES: EXTENSÃO DA PARÓQUIA

Ao longo do tempo, a paróquia de São Sebastião cresceu de maneira extraordinária. Dessa forma, comunidades foram sendo criadas para auxiliar no trabalho paroquial. Algumas delas foram São Judas Tadeu, São José e Santa Luzia, São João Batista, Nossa Senhora do Desterro, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora do Sagrado Coração, Santa Rita e Comunidade Rural de Santo Antônio, Divino Espírito Santo, Santa Mônica, São Mateus e São Francisco de Assis.

Atualmente, fazem parte da paróquia de São Sebastião apenas a Comunidade Paroquial de São Francisco de Assis (Jardim Jorge Atalla), além da Igreja Nossa Senhora do Rosário, do Asilo São Lourenço e do Hospital Amaral Carvalho.

 

07 ADMINISTRAÇÃO PAROQUIAL

Anos se passaram... e os párocos também. Por todo seu esforço para melhorar a estrutura arquitetônica e espiritual da Igreja de Cristo, vale a pena registrar seus nomes para que não se percam na história.

1) 1935 a 1941 - Padre Renato Ferreira de Camargo Azevedo

2) 1941 a 1943 - Cônego Valério Campers O.Praem

3) 1943 a 1946 - Padre Antônio Port

4) 1946 a 1950 - Padre Célio Regoli I.C.M.

5) 1950 a 1951 - Padre João Saraco I.C.M.

6) 1951 a 1952 - Padre Zeferino Fastro

7) 1952 a 1954 - Padre Antonio Maffei I.C.M.

8) 1955 a 1963 - Padre Spirito Sevega I.C.M.

9) 1963 a 1966 - Padre Dionísio Franzói I.C.M.

10) 1966 a 1966 - Padre João Tolosano I.C.M.

11) 1966 a 1967 - Padre Vicente Rampino I.C.M.

12) 1967 a 1975 - Padre Osvaldo Baldan

13) 1975 a 1975 - Cônego Pedro Rodrigues Branco O.Praem

14) 1975 a 1987 - Cônego Sérgio Henrique Van Der Heÿden O.Praem

15) 1987 a 1991 - Cônego Godofredo Chantrain O.Praem

16) 1991 a 1992 - Cônego Rubens Oliboni O.Praem

17) 1992 a 1994 - Cônego Manoel Pereira dos Santos Neto O.Praem

18) 1994 a agosto de 2005 - Cônego Bonifácio J. Hartmann (Josef Maria Wilem Hartmann) O.Praem

19) Agosto a outubro de 2005 - Cônego Alexandre Donizeti Francisco O.Praem (Administrador Paroquial)

20) Outubro a dezembro de 2005 - Cônego Paulo Haenraets O.Praem

21) Dezembro de 2005 a março de 2006 - Cônego Alexandre Donizeti Francisco O.Praem (Administrador Paroquial)

22) 2006 a 2010 - Cônego Alexandre Donizeti Francisco O.Praem

23) 2010 a 2013 - Dom Oswaldo Francisco Paulino O.Praem

24) A partir de dezembro de 2013 - Cônego Alexandre Donizeti Francisco O.Praem

 

 

08 CONCLUSÃO

Conhecer nossa história, saber de onde viemos faz de nós uma comunidade com identidade própria, orienta nossas ações e define para onde vamos.

A comunidade não é estática, ela é dinâmica. Isso é visto em todos os nossos movimentos e pastorais. Isso é sentido em cada membro desta paróquia.

No decorrer dos seus cento e trinta anos, padres e fiéis formaram um forte elo em obras sociais e espirituais. A construção octogonal, muito bem projetada, confirma, em verdade, o que já existia em espírito: “para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti” (Cf. Jo 17,21a)!

Mas a história não para por aqui. Aqueles que se interessarem em continuar a escrevê-la terão muito o que descobrir - e ganhar!

Não deixe de conferir a Galeria "História da São Sebastião", com fotos da igreja e da paróquia desde sua fundação!

          DIONÍSIO, Ieda Gisele. “A Igreja de São Sebastião: História e Situação Atual”. Jahu, 2007. Trabalho de Conclusão de Curso de História. Faculdades Integradas de Jaú (adaptação)

PARÓQUIA DE SÃO SEBASTIÃO - JAÚ
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