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Mc 1,3 (2 Advento-Ano B)
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Para refletir

Para Refletir 99: Tigela de Madeira

“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Javé teu Deus, te dá” (Êxodo 20,12).

 

Era uma vez um senhor de idade que foi morar com seu filho, sua nora e seu netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.

A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de ele se alimentar. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritavam-se com a bagunça.

— Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai - disse o filho.

— Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão – concordou a nora.

Eles decidiram, então, colocar uma pequena mesa em um cantinho da cozinha.

Ali, o avô comia sozinho, enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.

Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida em uma tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, notava que, às vezes, tinha lágrimas em seus olhos.

Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram palavras ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão. O menino de quatro anos de idade assistia a tudo em silêncio.

Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:

— O que você está fazendo?

O menino respondeu docemente:

— Eu estou fazendo uma tigela para você e para a mamãe comerem, quando eu crescer.

O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais, que eles ficaram mudos. Então, lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite, o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.

E, por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

 

Infelizmente, essa situação acontece em muitos lares hoje em dia. Isso porque, muitas vezes, nos esquecemos, ou preferimos não lembrar, que seremos idosos e teremos todas essas limitações no futuro.

Também esquecemos com facilidade a luta, o suor e a dedicação de nossos pais no passado.

Não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.

Portanto, ame, respeite e cuide bem dos seus pais. Hoje, já. Pense nisso.

 

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