"Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’"
Mc 1,3 (2 Advento-Ano B)
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Palavra do Bispo

Feliz Paz-coa! - Abril de 2014

Para narrar a vida das primeiras comunidades, Lucas, no livro dos Atos dos Apóstolos, nos fala da Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus aos céus. O ‘ponto alto’ está nos discursos de Pedro e de Paulo, discursos chamados de “querigmáticos”, isto é, de anúncio e de proclamação em voz alta para que todos pudessem ouvir.

“Jesus... eles o mataram, suspendendo-o no lenho da cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia” (At. 10, 39-40). Pedro foi, particularmente, ousado. Principalmente se considerarmos o medo dele diante da incômoda pergunta: “Você também á amigo dele?” E Pedro se acovardou, respondendo: “Eu não o conheço!” E agora, este mesmo Pedro, se redime e proclama, alto e bom som: “Vocês mataram um inocente!”

A preocupação dos dois apóstolos já não era mais anunciar que Jesus havia morrido e, sim, que ressuscitara e, portanto, estava vivo. As mulheres foram ao túmulo com o objetivo de cuidar do corpo de uma pessoa que havia morrido. Por isso o evangelista diz que elas levaram perfumes para embalsamar o corpo de Jesus. Os apóstolos passaram a viver um tempo de surpresas, com as diversas aparições do ressuscitado. E o coração deles somente se abriu, verdadeiramente, quando passaram pela experiência de Pentecostes. A partir dali, os medrosos se encorajaram; os frios se aqueceram; os que duvidavam passaram a acreditar.

Agrada-me muito a imagem do ressuscitado. Embora a Igreja tenha mostrado muito a imagem do crucificado, prefiro a imagem daquele que venceu a morte. Claro que Jesus precisava passar pelo sofrimento e pela morte para chegar à ressurreição. Assim também nós, como o ouro, passamos pelo cadinho, para tirar das nossas vidas todo tipo de impureza e de pecado.

A palavra “páscoa” vem do hebraico: “pessah” e significa “passagem”. Imaginemos um córrego ou um rio. Precisamos passar para a outra margem. Se estamos de carro, precisamos de uma ponte. Se estamos a pé, basta-nos uma pinguela. Para passar na ‘pinguela’ é necessário ter coragem e equilíbrio para evitar o tombo, a queda. A ponte e a pinguela nos possibilitam fazer a passagem para o outro lado. Jesus veio para nos ajudar a fazer esta passagem: da morte para a vida; do ódio para o amor; da doença para a saúde; do pecado para a graça...

A noite da Páscoa tem um significado forte. É Cristo que ressuscita dos mortos eliminando as trevas do pecado, resplandecendo com a aurora da ressurreição. Antes de voltar para o Pai, Jesus aparece aos apóstolos e os cumprimenta com a saudação que o identificava: “Evenu shalom alehe”. A Paz esteja convosco.

Unindo a Paz desejada à passagem que é a páscoa, nós queremos desejar a todos e a cada um, uma Feliz e Santa Paz-coa!

Dom Paulo Sérgio Machado

Bispo Diocesano

 

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