"Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’"
Mc 1,3 (2 Advento-Ano B)
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Palavra do Bispo

Feliz Paz-coa! - Abril de 2012

Páscoa é esperança para a alma, é luz para a mente, é alegria para o coração, é calor contra a solidão. Páscoa é Paz.

A páscoa cristã é a grande festa porque nos faz entrar na redenção operada por Jesus Cristo, crucificado, morto e ressuscitado e que se torna o nosso redentor. A páscoa é a passagem do pecado à justiça, à santidade, à liberdade do homem novo. De fato, na páscoa, o nosso “homem velho” deve dar lugar ao “homem novo”; o homem “escravo do pecado” deve ceder o lugar ao “homem livre”; o “homem carnal” deve transformar-se no “homem espiritual”.

“Ressurgindo ao terceiro dia – escrevia Santo Antônio – Jesus abriu para nós a possibilidade da ressurreição”. “Pela graça de Deus sou homem e cristão; por minhas ações, grande pecador; por vocação, peregrino” é o que nos conta a “história de um peregrino russo”. Ele, como peregrino, percorre estepes e florestas, cidades e vilas, na busca de um sentido para a vida. O escritor Erich Fromm lamenta esta “sociedade mecanizada” que tem como objetivo a máxima produção material e o máximo consumo.

Se o Natal nos é caro pela “doçura do Menino”, pela poesia do presépio, pelo esplendor dos anjos e dos magos, pela surpresa dos presentes, a Páscoa nos é igualmente cara pela “paixão de Cristo por nós”, pelo dom da Eucaristia, pela “beleza do sacerdócio” e pela “alegria da vitória” da vida sobre a morte.

A sepultura está vazia. Jesus ressuscitou! E Ele apareceu aos discípulos e os cumprimentou com palavras de esperança: “A Paz esteja convosco!” E se revelou aos discípulos de Emaús no “partir o pão”. O relato que está no capítulo 24 de Lucas é, senão a mais bela, uma das mais belas narrativas da ressurreição. Relato que encanta pela sua simplicidade e pela espontaneidade. Os dois discípulos - dos quais um tem o nome registrado no relato, Cléofas - aparecem como alguém que está “voltando do cemitério” após o enterro de uma pessoa querida. Estão tristes, cabisbaixos, derrotados. E Jesus se coloca no meio deles, fazendo companhia e “puxando conversa”. Ele fez de conta que não sabe de nada. E os discípulos - sem saber que o companheiro de viagem era Jesus - contam pormenorizadamente tudo o que havia acontecido.

Chegando em Emaús, eles convidam o desconhecido para ficar com eles. “Fica conosco, já está escurecendo e o caminho é perigoso!”. Jesus aceita o convite e se revela no “partir o pão”.

A Páscoa é celebrada em cada domingo, dia do Senhor. Por isso é importante valorizar o domingo como dia santificado em honra do Senhor Ressuscitado, presente no meio de nós. Que Ele acompanhe a sua Igreja pelos caminhos da missão e da nova evangelização!

Dom Paulo Sérgio Machado

Bispo Diocesano

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