"Recebei o Espírito Santo."
Jo 20,22b (Pentecostes-Ano B)
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Palavra do Pároco

Campanha da Fraternidade - Fevereiro 2018

Com a Quarta-Feira de Cinzas, iniciamos o Tempo Quaresmal, que se estende por 40 dias; tempo que nos convida a uma conversão profunda e, ao mesmo tempo, nos lembra que somos pó e ao pó retornaremos. Daí a necessidade de praticarmos assiduamente o jejum, a esmola e a oração.

A mortificação e a privação de certos alimentos tem um certo sentido, desde que venham acompanhadas e revestidas de um espírito de conversão. Nada adiantaria jejuarmos e, ao término da Quaresma, nos esbaldarmos e cairmos no pecado da gula. Prestemos mais atenção aos nossos atos, palavras e atitudes!

O Santo Padre tem falado muito que a fofoca é como a bomba atômica e, cá entre nós, sabemos que a bomba ou mata ou aleija... É o que nos reporta o profeta Joel (2,12-18), que nos convida a voltarmos para o Senhor e rasgar o coração e não as vestes.

A CONVERSÃO é fruto de um ENCONTRO profundo e verdadeiro com DEUS: “convertei-vos e crede no Evangelho”! A Quaresma é um tempo forte de penitência e de mudança de vida, que nos insere sempre no Mistério de Cristo. Conversão possibilita o retorno da dispersão para a nascente inesgotável da vida: Jesus Cristo Crucificado - Ressuscitado.

Os Prefácios da Quaresma e os Hinos (Vésperas e Laudes) têm uma riqueza incomensurável, na qual a Igreja reza: Dai-nos, no tempo aceitável, um coração penitente, que converta e acolha o vosso amor paciente; Vós concedeis, Senhor, aos cristãos esperar com alegria, cada ano, a festa da Páscoa. O tempo de conversão é marcado pela alegria e não pela tristeza. Se, por um lado, a recordação da Paixão gera um sofrimento, a Ressurreição produz em nós uma grande alegria. Aliás, o Tempo em que Celebramos a Ressurreição é, para nós, o ápice da nossa fé.

Nas diversas paróquias da cidade acontecerão as confissões (às 20h). É oportunidade de nos arrependermos dos nossos pecados, confessar de verdade e mudarmos de vida. Não deixem para a última hora a sua confissão. E, em nossa paróquia, independente dessas confissões, teremos, como o costume, o Plantão das Confissões e Aconselhamentos, assim como a visita aos enfermos, os quais pretendo também ungir ao longo da Quaresma.

A Igreja, a cada ano, através da Campanha da Fraternidade, nos traz um tema riquíssimo para reflexão e ação. O tema proposto este ano é “Fraternidade e Superação a Violência, Vós sois todos irmãos”. Convidamos para este ano o casal Chamaricone para dinamizar este tempo e propomos que ele seja discutido e desenvolvido nos Setores, na Catequese, na Evangelização e outros...

Alguns destaques do Manual da CF 2018:

 

Objetivo Geral: Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência.

Objetivos específicos

01 – Anunciar a Boa Nova da fraternidade e da paz, estimulando ações concretas que expressem a conversão e a reconciliação no espírito quaresmal.

02 – Analisar as múltiplas formas de violência, considerando suas causas e consequências na sociedade brasileira, especialmente as provocadas pelo tráfico de drogas.

03 – Identificar o alcance da violência nas realidades urbana e rural de nosso país, propondo caminhos de superação a partir do diálogo, da misericórdia e da justiça em sintonia com o Ensino Social da Igreja.

04 – Valorizar a família e a escola como espaços de convivência fraterna, de educação para a paz e de testemunho do amor e do perdão.

05 – Identificar, acompanhar e reivindicar políticas públicas de superação da desigualdade social e da violência.

06 – Estimular as comunidades cristãs, pastorais, associações religiosas e movimentos eclesiais ao compromisso com ações que levem à superação da violência.

07 – Apoiar os centros de direitos humanos, comissões de justiça e paz, conselhos paritários de direitos e organizações da sociedade civil que trabalham para a superação da violência.

 

VER

Dividido em 3 eixos: histórico-antropológica, sócio-estrutural e manifestações. Violência e suas manifestações na sociedade

01 – A violência na convivência humana

a – Definição do conceito violência

b – A violência na história do Brasil

c – Constatação da cultura da negação do outro (fenômenos: individualismos, não abertura a alteridade; criação ideológica de necessidades e felicidade, enfraquecimento dos projetos de vida, cultura do descarte)

02 – A violência e as estruturas sociais

a – Economia / mercado

b – Acumulação do capital

c – Consumo

d – Desigualdade e violência promovida pela lógica do mercado

e – Violação dos direitos fundamentais

03 – Violência e algumas manifestações na sociedade

a – Drogas

b – Processo de criminalização institucional (negligência do Estado em relação às políticas sociais; justiça punitiva)

c – Sujeitos violentados: juventude pobre e negra; povos indígenas, mulheres (feminicídio); exploração sexual e tráfico humano, mundo do trabalho

d – Violência no contexto urbano e rural (conflito pela terra)

e – Intolerância (raça, gênero e religião)

f – violência verbal

g – violência no trânsito

h – violência doméstica

 

JULGAR

Dividido em 2 eixos: Sagrada Escritura e Magistério

01 – Sagrada Escritura

Mt 23, 8: Vós sois todos irmãos!; Gn 2,4-25: Harmonia do Paraíso; Gn 3, 1-24: A violência fruto do pecado do homem; Gn 4, 1-16: A morte de Abel; Gn 20-24: Ruptura da aliança: o mal que se espalha; Jn: Livro de Jonas: o profeta em meio à violência; Sl 122 (121): Pedido de paz para Jerusalém; Mc 7,14ss: A violência presente no coração do homem; Mt 16,1-4: O sinal de Jonas; Mt 5,9: As bem- aventuranças; Ap 21-22: A nova Jerusalém

Outras citações: Complementos que não aparecem no texto-base da CF 2018.

Dt 21,5 Mas ela lhe disse: “Não, meu irmão! Não me faça essa violência. Não se faz uma coisa dessas em Israel! Não cometa essa loucura.

2 Sm 13,12 Davi saiu ao encontro deles e lhes disse: “Se vocês vieram em paz, para me ajudarem, estou pronto a recebê-los. Mas, se querem trair-me e entregar-me aos meus inimigos, sendo que as minhas mãos não cometeram violência, que o Deus de nossos antepassados veja isso e julgue vocês”.

1 Cr 12,17 (...) apesar de não haver violência em minhas mãos e de ser pura a minha oração.

Is 59,6 Não se ouvirá mais falar de violência em sua terra, nem de ruína e destruição dentro de suas fronteiras. Os seus muros você chamará salvação e as suas portas, louvor.

Ez 28,16 Assim diz o Soberano, o Senhor: Vocês já foram longe demais, ó príncipes de Israel! Abandonem a violência e a opressão e façam o que é justo e direito. Parem de apossar-se do que é do meu povo. Palavra do Soberano, o Senhor.

Jl 3,19 Cubram-se de pano de saco, homens e animais. E todos clamem a Deus com todas as suas forças. Deixem os maus caminhos e a violência.

Mq 2,2 Até quando, Senhor, clamarei por socorro, sem que tu ouças? Até quando gritarei a ti: “Violência!” sem que tragas salvação?

Jo 14:27 Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.

Rm 8:6 A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz.

Fl 4:6-7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.

02 – Magistério

Gaudium et spes (Cap. V); Pacem in Terris; Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI: mensagens para o Dia Mundial da Paz; Francisco: o gesto de oração e diálogo (Com Perez e Abbas)

 

AGIR

Dividido em 3 eixos: Pessoa e família; Comunidade e Sociedade

01 – Pessoa e família e a superação da violência

a – Conversão pessoal e familiar à cultura da não violência.

b – Cultura da empatia: não somos adversários, mas irmãos.

02 – Comunidade e a superação da violência

a – As conquistas e experiências da comunidade eclesial na superação da violência

b – As obras sociais da comunidade eclesial como caminho para a superação da violência.

c – Promoção eclesial de uma espiritualidade que desperte para superação da violência.

d – Ecumenismo e Diálogo inter-religioso como caminho de superação da intolerância religiosa.

03 – A sociedade e a superação da violência

a – As diversas iniciativas sociais como promotoras da cultura.

 

Queridos irmãos, olhando para o Livro de Gênesis, contemplamos as obras criadas por Deus. O autor sagrado faz questão de nos dizer: “E Deus viu que era bom”... A humanidade se corrompe e, de lá para cá, vimos o que o ser humano fez com a beleza da criação.

Peçamos sabedoria ao Criador e perdão pelos nossos pecados e, assim, conseguiremos, agraciados pelo Espírito de Deus, fazer ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca.

Desejo uma santa, fecunda e abençoada Quaresma aos meus queridos amigos e paroquianos.

Com aquele abraço,

Cônego Alexandre D. Francisco, Opraem

Fevereiro/2018

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