"Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos."
Mt 20,16a (25 TC-Ano A)
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Palavra do Pároco

Quaresma, um Convite à Conversão - Fevereiro 2015

Na Quarta-Feira de Cinzas, começamos o Tempo da Quaresma, um tempo que nos convida a uma caminhada de Deserto, de Penitência e de Conversão profunda. Tempo que nos ajuda a refletir sobre nossa condição: somos pó e ao pó retornaremos. Daí a necessidade de acolhermos os apelos bíblicos: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

A Quaresma vem acompanhada de uma estrutura de jejum, esmola e oração. Lógico que a prática do jejum é para nos ajudar a ser solidários com os irmãos menos favorecidos, ou seja, de nada adiantaria fazer jejum por descargo de consciência ou evitar certos alimentos e, depois, nos esbaldarmos. Devemos jejuar com atitude e espirito evangélico, aliás, “não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus”.

Já a esmola deverá ser uma atitude bíblica, significando que não devemos dar o pior ou o que temos de sobra, mas antes dar o melhor de nós mesmos, sermos desapegados e gratos a Deus por tanta dádiva que d’Ele temos recebido: é descermos do trono do egoísmo, é sermos generosos e solidários. Afinal, o que poderemos retribuir ao Senhor por tanto bem que Ele nos tem feito?

A Oração, diálogo profundo com o Criador, é uma elevação da alma a Deus. A Oração é dom que, em profundidade com o Senhor, nos ajuda a um processo autêntico de conversão; sem encontro não há conversão.

Dedique, irmão, tempo para rezar com profundidade e comprometimento, crie hábitos de fazer a Lectio Divina (Leitura Orante da Palavra de Deus), um bom exame de consciência, oração pessoal, visita ao Santíssimo e participação assídua e comprometida na Santa Missa. Seja sinal de comunhão, de perdão e de caridade e, assim, teremos pessoas e mundo pacífico, sem guerras. Em outras palavras, citando o grande santo João XXIII, que admiro muito: “seja bom sempre”.

Ao iniciarmos a Quaresma, fazemos a Abertura da Campanha da Fraternidade, que tem como tema este ano: Eu vim para Servir (Mc 10, 45) e o lema Fraternidade: Igreja e Sociedade. A Igreja recebeu de Jesus Cristo o mandato missionário: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mc 28, 19-20). O lema deste ano, Fraternidade: Igreja e Sociedade, deseja recordar a vocação e a missão de todo cristão, das nossas comunidades de fé, sobretudo no Tempo da Quaresma. Isso porque a Sociedade é um coletivo de cidadãos com leis e normas de conduta, organizadas por critérios, e com entidades que cuidam do bem estar daqueles que convivem.

Para maior aprofundamento deste rico e contundente tema, sugiro a leitura atenta e detalhada do Manual ou o Texto Base da Campanha da Fraternidade de 2015. Participe, também, da reunião de Setores, da Via Sacra e de outros momentos em que iremos trabalhar este tema com os leigos.

O cartaz da CF 2015 retrata o Papa Francisco lavando os pés de um fiel na Quinta-Feira Santa de 2014. A Igreja atualiza o gesto de Jesus Cristo ao lavar os pés de seus discípulos. O Lava-Pés é expressão de amor capaz de levar as pessoas a entregar sua vida pelo outro. É com este amor que todo ser humano é amado por Deus em Jesus Cristo. Ao entregar-Se à morte na cruz e ressuscitar, como celebramos na Páscoa, Jesus leva em plenitude o ‘Eu vim para servir’ (cf. Mc 10,45).

A Igreja Católica, através de suas comunidades, participa das alegrias e tristezas do povo brasileiro. O Concílio Vaticano II veio iluminar a missão evangelizadora da Igreja. Evangelizar pelo testemunho, dialogando com as pessoas e a sociedade. No diálogo, a Igreja (as comunidades) está a serviço de todas as pessoas. Ao servir, ela participa da construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e pacífica. No serviço, ela edifica o Reino de Deus.

Falando em serviço, gostaria de agradecer publicamente à Gislaine e ao Marquinho, por todo o tempo em que serviram à Igreja estando à frente da Pastoral Litúrgica e do Canto Litúrgico, respectivamente. Agora, mesmo nos empenhando para que continuassem na sua função, eles têm que se afastar da Coordenação para melhor atender aos seus familiares. Deus os abençoe!

Outro momento marcante neste Tempo Litúrgico é a Semana Santa e o Tríduo Pascal, que nos recorda a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Irmão, desejo-lhe uma Quaresma profunda em todos os sentidos e que possamos, no Domingo da Páscoa, ressuscitar como novas criaturas. Uma Santa e abençoada Páscoa a todos!

Com aquele abraço,

Cônego Alexandre D. Francisco, Opraem, pároco

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