"Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’"
Mc 1,3 (2 Advento-Ano B)
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Carta Apostólica Porta Fidei: Ano da Fé

A) INTRODUÇÃO

O Papa Bento XVI , através da Carta Apostólica Porta Fidei, anunciou o Ano da Fé, que se iniciou em 11 de outubro de 2012 - data em que a Igreja comemora o Jubileu de Abertura do Concílio Vaticano II e os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica - e vai até a festa de Cristo Rei do ano seguinte, em 24 de novembro de 2013.

Viver, celebrar, aprofundar a fé católica. Esse é o chamado que faz o Papa Bento XVI a todos os fiéis para o Ano da Fé, com o objetivo de que os conteúdos essenciais da fé sejam “confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições diversas das do passado” (Porta Fidei n.4) e ainda com o objetivo de se ter “a profissão da verdadeira Fé e sua reta interpretação” (Porta Fidei n.5). Tendo em vista a proposta de amadurecimento da fé católica e o chamado à conversão ao Senhor, devemos viver o Ano da Fé com o coração aberto para uma nova experiência do Senhor Jesus, que é o Salvador da humanidade e dá sentido à existência humana.

 

B) SÍNTESE

“A PORTA DA FÉ, que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós”. Somos convidados, através do anúncio da Palavra, a uma caminhada de fé que perpassa toda nossa vida, do Batismo até nossa morte (n.1).

O Santo Padre nos lembra de que a Igreja tem a missão de conduzir o homem para Deus, onde há “vida em plenitude” (n.2). Enquanto uma crise de fé assola vários campos da sociedade, a Igreja, em torno de seus pastores, é chamada a assumir sua função de ser sal e luz no mundo, iluminando e conduzindo o povo a Cristo. Nele se faz a experiência da samaritana junto à fonte de água viva, que resgata o sabor do Deus que dá sentido as nossas vidas através da FÉ em Jesus Cristo, nossa salvação (n.3).

Celebrar a abertura do Ano da Fé no dia da comemoração do jubileu do Vaticano II aguça nossa sensibilidade para o fato de que este é um vigente instrumento de orientação e renovação da Igreja (n.4 e n.5).

No entanto, a Igreja também se renova pelo testemunho daqueles que creem. Pelo testemunho da Fé, cada cristão é convidado a ser testemunha do Evangelho de Jesus. O Ano da Fé é, dessa forma, um convite a nos voltarmos para o Senhor que nos salva por amor, chamando-nos à conversão, a uma vida nova, segundo São Paulo (n.6). Vida pautada em Cristo, pela Fé, por meio da ação do Espírito Santo que, no amor de Jesus nos impele a evangelização. Nesse amor, assumimos um compromisso missionário porque cremos e aumentamos nossa fé vivendo-a, exercitando-a (n.7).

Assim, o Santo Padre Bento XVI nos convida a vivenciarmos “este ano de forma digna e fecunda”. Ele nos pede uma reflexão intensa sobre a fé para que aqueles que creem em Jesus tenham consciência e novo ânimo na “adesão ao Evangelho” (n.8), a fim de propagar com credibilidade uma Fé “professada, celebrada, vivida e rezada” (n.9).

Nesse contexto, o Papa nos oferece um caminho para compreendermos melhor “os conteúdos da fé” e o ato pelo qual nos entregamos inteiramente a Deus. Cremos com o coração e professamos nossa fé com palavras e ações. Por isso, a fé não é um fato puramente particular, trata-se também de assumir uma “responsabilidade social daquilo que se acredita”. É um “ato pessoal e comunitário”. Portanto, é na Igreja, “primeiro sujeito da fé”, que assumimos e vivemos a fé, através do Batismo (n.10).

O Catecismo da Igreja Católica é um instrumento fundamental “para chegar a um conhecimento sistemático da fé”. A partir desse pensamento, o Ano da Fé deverá suscitar um grande esforço “em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que tem no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica”. O Catecismo traz a história da Fé da Igreja. Nele encontramos a vivência da fé em Jesus Cristo expressas também na liturgia e nos sacramentos (n.11).

Quando hoje, mais intensamente do que em outros momentos da história, a fé é questionada por um pensamento que reduz as certezas racionais a “conquistas científicas e tecnológicas”, a Igreja não se intimida e mostra que fé e ciência, ambas, apontam para a verdade, seguindo “caminhos diferentes” (n.12). Será fundamental, neste Ano da Fé, resgatar a “história da nossa fé” que entrelaça santidade e pecado. Ao longo dessa história, encontramos tantos crentes que viveram um profundo testemunho de Fé, arraigada no próprio Cristo: Maria, os Apóstolos, os discípulos (Primeira Comunidade Cristã), os mártires, os santos, consagrados e consagradas pela vida religiosa, cristãos comprometidos e testemunhas presentes nas diversas esferas sociais, até chegarmos a nós (n.13).

No Ano da Fé também somos chamados a intensificar “o testemunho da caridade”, que se dá concomitantemente à Fé. Esta, “sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida” (n.14). Pela fé estreitamos nossa relação com Jesus e, atentos aos sinais dos tempos, somos chamados a nos tornarmos, no mundo, sinais e testemunhas do Cristo Ressuscitado. Terminando a Carta, o Papa confia à Mãe de Deus, “feliz porque acreditou” (Lc 1,45), o Ano da Fé como um tempo de graça (n.15).

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