"Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’"
Mc 1,3 (2 Advento-Ano B)
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Estudos e Homilias

Homilia do 2º Dia do Tríduo de São Francisco de Assis – Ano A - Quinta-Feira, 02 de outubro de 2014

Primeira Leitura (Ex 23,20-23)

Salmo Responsório: Sl 90

Evangelho (Mt 18,1-5.10)

 

Jesus, ao falar da humildade, não fez nenhum discurso teológico e catedrático, mas chamou uma criança, colocou-a no meio e disse: “Quer ser grande? Quer ser feliz? Seja como esta criança!”.

Francisco encontrou a verdadeira felicidade quando a descobriu na pobreza. Quem não se lembra do filme que relata a sua conversão quando, no meio da praça, retira toda sua roupa e fica nu. Aí está a verdadeira felicidade: ficar nu, deixar cair as máscaras, a superficialidade. As pessoas não são livres, vivem para os outros.

A verdadeira felicidade é um grande paradoxo ao mundo. Jesus diz que é feliz o pobre, o que chora, o manso, o puro, o pacífico. A verdadeira felicidade não está nas coisas externas, mas no ser. É por isso que Jesus diz que feliz é o pobre de espírito. Não há felicidade sem ser pobre de espírito; não há vida cristã sem ser pobre de espírito. Especificamente no texto das bem-aventuranças, a palavra pobre significa ser mendigo, ou seja, totalmente dependente de Deus. Feliz é o homem que reconhece que o dinheiro, o poder e a força não são nada, mas Deus é tudo!

Certa feita, Jesus disse: “Você quer me seguir? Renuncie a si mesmo”. O que isso quer dizer? Não é uma proposta de mudança de religião, mas de segui-Lo. Noutras palavras, Jesus quis dizer: “Você quer ter vida verdadeira e legítima? Siga-me. Eu vou morrer e vencer a morte”. Portanto, a prioridade do discípulo é morrer. Por que somos tão infelizes e acumulamos tanto? Porque buscamos prazer e satisfação. Por que há tantos divórcios? As pessoas não amam; apenas buscam prazer e satisfação; amam a si mesmas. A felicidade está no morrer. Então, eu tenho que levantar de manhã e pedir ao Senhor: “Senhor, ajude-me a morrer, pois quero dizer como Paulo: ‘estou crucificado com Cristo, já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim’.”

Para São Francisco de Assis, a água é o símbolo da humildade, porque ela desce e, no silêncio, vai irrigando a terra, ao contrário do vapor, que sobe e desaparece. Cuidado para que a sua vida não seja um vapor, uma bolha de sabão.

Muitos perderam o sentido da vida... Mas não é difícil de encontrá-lo: basta procurar no lugar certo.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

 

Cônego Luiz Carlos Emílio, Opraem.

(Religioso sacerdote, é membro da Comunidade dos Cônegos Regulares Premonstratenses, trabalhando como vigário paroquial na Paróquia de São Judas Tadeu, em Piracicaba-SP.)

 

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