"Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!’"
Mc 1,3 (2 Advento-Ano B)
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Estudos e Homilias

Jejum e Abstinência

Quando iniciamos a Quaresma, na Quarta-feira de Cinzas, recebendo-as sobre as nossas cabeças como sinal de reconhecimento do nosso pecado e a necessidade de conversão, a Palavra de Deus nos lembra do jejum, esmola e oração (Mt 6, 1-6.16-18).

Encontramos também Jesus lembrando que “quando o esposo for tirado, então jejuarão”, na clara alusão tanto à Sexta-Feira Santa, como também à nossa separação d’Ele pelo pecado.

O apelo de Cristo visa à nossa mudança interior, à transformação de nossas vidas, à conversão do coração e à penitência interior, reorientando nossa vida para Deus e rompendo com o pecado. É a busca de acolher o coração novo! Para isso as atitudes de reconciliação, cuidado dos necessitados, confissão de nossas faltas, revisão de vida e outras atitudes nos ajudam, assim como algumas atitudes que fazem o nosso corpo também participar dessa renovação espiritual.

A caminhada quaresmal conduz-nos a renovar a vida cristã, que no fundo é uma busca de recolocar-nos no caminho da santidade, atitude que deve ser constante, mas que recebe um incremento especial neste tempo favorável.

É nesse contexto que a Igreja propõe como um dos seus mandamentos “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja” (CIC 2043), contribuindo para nos ajudar a preparar para as festas litúrgicas e a adquirir domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração.

A Igreja convida-nos, durante o tempo da Quaresma e depois também todas as sextas-feiras do ano (em memória da Sexta-feira Santa) a termos momentos fortes de prática penitencial.

O Diretório Litúrgico da Igreja no Brasil (Anotações 3.5) resume a questão do Jejum e Abstinência lembrando que estão obrigados à abstinência os maiores de quatorze anos de idade e ao jejum os que estão entre os dezoito e os sessenta anos. E ainda aí nos recorda: dias de penitência são todas as sextas-feiras do ano, que pode ser com abstinência de carne ou outro alimento, ou ainda alguma outra forma, como obra de caridade ou exercício de piedade.

Dias de Jejum e Abstinência são apenas a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa. E também aqui “a abstinência pode ser substituída pelos próprios fiéis por outra prática de penitência, caridade ou piedade, particularmente pela participação nesses dias na Sagrada Liturgia”.

Parece muito pouco o que a Igreja nos pede para tão grandes resultados, mas a intenção é que, dentro de uma orientação bastante aberta, possamos andar no caminho sincero de conversão, como, aliás é o espírito dessa norma, pois lembra, à luz dos documentos, que mesmo os que não estão sujeitos a essas práticas, sejam formados no sentido genuíno da vida em conversão.

Quando, a cada ano, comenta-se a questão do aumento do preço do pescado e acusando a prática da abstinência como responsável, podemos claramente ver, nesse espírito, que as razões do alto preço devem ser encontradas em outras situações.

Se realmente todos levássemos a sério a vida penitencial nessa caminhada de conversão, ainda assim não seria o pescado a solução para a abstinência ou jejum como se convencionou, pois o espírito da norma não é de substituição mas sim de busca de uma maior abertura para o Senhor nessa caminhada para a Páscoa da Ressurreição.

Dom Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de Belém – PA

In http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/quaresma/07.htm (adaptado)

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